Vibrolipo - Leitura Científica

 

Bruce E. Katz et. Col. (The Benefits of Powered Liposuction Versus Traditional Liposuction: A Paired Comparison Analysis - 2001 - American Society Dermatology Surgery, Inc - ISSN:1076-0512/01/S15000.Dermatology Sug2001,27:863-867) estudaram 21 pacientes entre 23 e 68 anos submetidos a lipoaspiração, comparando método tradicional e vibrolipoaspiração. Utilizou-se em ambos os casos cânulas de 3 e 4 mm e o equipamento de lipoaspiração assistida (Vibrolipoaspiração) proporcionava 3,5 mm de excursão/recuo. O total de volume aspirado de gordura variou de 325 a 2475 cc. O diferencial entre gordura aspirada e sobrenadante (líquido infiltrado para lipoaspiração - solução salina e epinefrina e anestésico+ sg misturado) não mostrou diferença entre os dois métodos. Entretanto, o tempo de procedimento cirúrgico foi inferior na vibrolipoaspiração em 35% do tempo total, a quantidade de gordura aspirada superior em 31% do volume total, dor intraoperatória (foi utilizada solução de Klein) menor em 45% dos casos quando se utiliza lipoaspiração assistida (vibrolipoaspiração) e desgaste físico do cirurgião 49% menor na vibrolipoaspiração.


No quinto dia de pós-operatório os achados foram - 35% menos dor nos pacientes de vibrolipoaspiração quando comparada a lipoaspiração tradicional, 37% menos equimoses(manchas roxas na pele), 32% menos edema (inchaço), maior satisfação dos paciente submetidos a vibrolipoaspiração que os de lipoaspiração tradicional, maior satisfação do cirurgião que executou a lipoaspiração assistida e 0% de complicações em ambos os procedimentos.


Um relato interessante encontrado no estudo diz respeito à sensação que o paciente tem quando realiza lipoaspiração sob anestesia local. No paciente submetido à lipoaspiração tradicional a sensação é de algo raspando o interior do corpo e o relato dos pacientes submetidos à vibrolipoaspiração comparam a sensação a uma massagem no corpo, efeito evidente dos movimentos repetidos de vai-e-vem produzidos pela cânula conectada ao aparelho motorizado, determinante de maior conforto ao paciente.


Após 02 semanas os resultados encontrados foram os seguintes: dor - 35% menor na vibrolipoaspiração, equimose - 48% menos nos pacientes submetidos à vibrolipoaspiração, edema 27% menor nos paciente de vibrolipoaspiração, satisfação do paciente de vibrolipoaspiração maior que o lipoaspiração tradicional e satisfação de cirurgiões iguais em ambos os procedimentos. 01 complicação - seroma de 35cc resolvida após 01 aspiração isolada.


Os autores determinaram como muito curta a curva de aprendizado para introdução no arsenal médico do aparelho de vibrolipoaspiração, evidenciado sobretudo em estudo multicêntrico. Definiu-se como procedimento com resultados mais refinados e conclui que a Vibrolipoaspiração é um significativo avanço na prática da lipoaspiração.

Peter B Fodor e Peter A. Vogt- (Power-Assisted Lipoplasty(PAL):A Clinical Pilot Study Comparing PAL to Traditional Lipoplasty(TL) - Aestet.Plastic Surgery23:379-385, 1999) publicaram estudo comparando 30 pacientes submetidos à vibrolipoaspiração e Lipoaspiração tradicional.


Introduzem a documentação do estudo salientando o desenvolvimento da lipoaspiração e definindo-a basicamente como um procedimento de retirada de gordura localizada, infiltrada com solução fisiológica, através de cânula conectada a sistema de vácuo. O que define a retirada da gordura e contorno da área aspirada é o movimento de vai-e-vem da cânula, executado pelo cirurgião. Esclarece que a Lipoplastia ultrassônica falhou em mostrar benefícios em relação à lipoaspiração tradicional. Debates sobre a retirada de gordura em grandes volumes de áreas estritas, lipoaspiração superficial e tratamento de áreas de fibrose sem os complicadores da lipoaspiração ultrassônica, nortearam o desenvolvimento de novas tecnologias para lipoaspiração. Neste contexto surge a vibrolipoaspiração. No presente estudo foi analisado 30 pacientes tratados por 02 cirurgiões distintos, cada um tratando 15 pacientes. Os registros foram feitos através de tabelas de retirada de volume em áreas estabelecidas, registro fotográfico e determinadas escalas de graduação de 1 a 5 para edema, equimose, dor e satisfação do paciente. Tais pacientes foram acompanhados por 03 meses após a cirurgia. Os resultados compilados mostraram neste estudo que o tempo cirúrgico foi menor na vibrolipoaspiração, fadiga do cirurgião menor na vibrolipoaspiração, desconforto, decorrência da vibração nas mãos do cirurgião, maior na vibrolipoaspiração, maior aspiração em áreas de fibrose e superficiais na vibrolipoaspiração.
Observação importante neste estudo diz respeito à gordura utilizada para enxertia, comprovando a viabilidade da gordura retirada pelo vibrolipoaspirador.


Conclui o estudo relatando que os achados demonstram equivalência de resultados entre Vibrolipoaspiração e Lipoaspiração tradicional e a evidência concreta de melhor resultado do aparelho de vibrolipoaspiração no tratamento de áreas de fibrose e lipoaspiração superficial.

Willian P. Coleman et col. (The efficacy of Powered Liposuction - ISSN:1076 -0512/01/1500/0 - Dermatol.Surg. 2001:27:735-738) efetuaram estudo comparando diferentes aparelhos de vibrolipoaspiração entre si e traçaram comparação entre a Vibrolipoaspiração e Lipoaspiração Tradicional.


Diferentes aparelhos, elétricos ou a Nitrogênio foram comparados quanto à velocidade de retirada de gordura após infiltração com solução salina acrescida de epinefrina e anestésico (Sol. de Klein), com diferentes diâmetros de cânulas. Relacionaram a retirada de gordura através de vibrolipoaspiração com a retirada através de cânulas conectadas a mangueira de silicone e bomba de vácuo e conectas a seringas. Ainda foi relatado a preferência dos pacientes em realizar o procedimento com vibrolipoaspiração em detrimento ao método tradicional.


Os resultados demonstraram que houve uma variação na velocidade da retirada de gordura quando comparados aparelhos de vibrolipoaspiração entre si de 20 a 45%, e diferença na velocidade de retirada de 30% quando comparada a vibrolipoaspiração a lipoaspiração tradicional. Os resultados demonstraram benefício substancial no volume de gordura retirado por minuto usando vibrolipoaspirador comparado à técnica de lipoaspiração tradicional. Todos os aparelhos testados mostraram tal benefício. A comparação foi realizada com dificuldade entre os aparelhos em virtude de utilizarem cânulas com furações e diâmetros diferentes entre si. Novamente neste estudo, confirmado por outros estudos, a preferência do paciente pela vibrolipoaspiração reside no fato de haver maior conforto durante o procedimento, decorrência da sensação de "massageamento" provocada pelo aparelho. 54% dos pacientes estudados tinham tal preferência e 46% não tinham preferência definida. 0% preferiram lipoaspiração tradicional. Tal fato é de fundamental importância quando se relaciona o tempo cirúrgico com a anestesia local e sedação mínima, provocando menor trauma ao paciente com procedimento mais rápido e mais confortável. No estudo relaciona-se a sensação de vibração como estímulo neuronal para diminuição da dor intra-operatória. O estudo também demonstrou não haver complicações associadas ao uso do aparelho e como fator limitador relacionou o custo do mesmo. O autor relaciona o uso de Lipoaspiração Ultrassônica ao Vibrolipoaspirador evidenciando os benefícios que traz a vibrolipoaspiração, similares a Lipoaspiração Ultrassônica em facilidade de trabalho e retirada de gordura, sem as desvantagens desta.

 

V. Leroy Young (Safety and Efficay Report - Power-Assisted Lipoplasty - Plast Reconstr Surg 2001 108(5) pags 1429-32/Young VL/ Medline 1993-2004pmid:11604655) relata que durante a década passada popularizou-se a lipoaspiração como procedimento de eleição para retirada de gordura localizada e contorno corporal com baixo número de complicações e excelentes resultados. Os benefícios trazidos pela Lipoaspiração Ultrassônica foram contrapostos aos seus riscos e praticamente abandonada na prática médica. A despeito dos benefícios da lipoaspiração tradicional, algumas circunstâncias ainda eram limitadoras de resultados, tais como: áreas de fibrose a serem aspiradas, revisões de lipoaspiração - áreas com cirurgia prévia -, lipoaspiração superficial e retirada de maior volume de áreas definidas, limitadas pela fadiga do médico e pelo acesso a tais áreas. Neste contexto surge a vibrolipoaspiração, que nada mais é que uma lipoaspiração tradicional acrescida de um aparato motorizado que funciona sob pressão de gás, nitrogênio, ar comprimido ou eletricidade, o que em última análise provoca uma movimentação axial na cânula com excursão de 2 a 4 mm. Estes movimentos mimetizam o movimento de vai-e-vem do cirurgião em maior velocidade e freqüência.


O aspecto principal da vibrolipoaspiração é a velocidade de sucção de gordura. O estudo traça uma tabela de custos dos mais variados aparelhos aliados a suas performances.


O autor relata, conforme estudos anteriores, que aliada à técnica tumescente, a vibrolipoaspiração traz vantagens incontestáveis, particularmente na retirada de maiores volumes, tratamento de áreas fibróticas e em lipoaspiração superficial. O aparelho incorpora cânulas de diâmetros variados e similares às cânulas tradicionais de lipoaspiração. O movimento repetido em áreas superficiais realizadas pelo aparelho determina maior contração da pele no pós-operatório.


O autor cita Fodor e Vogt lembrando que o principal diferencial da vibrolipoaspiração reside no fato de ter maior incremento de retirada de gordura por minuto. Ele cita também Coleman, quando diz que o aparato traz as vantagens da Lipoaspiração Ultrassônica sem suas desvantagens. Agrega como desvantagem o fato de haver vibração nas mãos do cirurgião, embora tal fato seja diminuído quando comparado às vantagens do aparelho. O estudo compara a lipoaspiração tradicional, a Lipoaspiração Ultrassônica, o Vasser - (lipoaspiração sonada) - e vibrolipoaspiração e traça uma tabela de resultados mostrando eficiência nítida da vibrolipoaspiração comparada a estes procedimentos.

 

Willian P. Coleman ( Powered Lipossuction - ISSN:1076 0512-2000/S15000 - Dermatology Surgery 2000:26 -315-318) efetuou estudo onde traça relato da história da lipoaspiração desde os idos de 1975 e o desenvolvimento da Lipoaspiração Ultrassônica. Define como início da vibrolipoaspiração na Universidade de Virgínia por Charles Gross. Neste contexto relaciona os tipos de cânulas utilizadas na vibrolipoaspiração e a dinâmica de seu funcionamento - cânulas acopladas a um motor que definem movimentos de avanço e recuo milimétricos numa freqüência média de 3000 pulsos por minuto. Relata a facilidade de penetração no tecido gorduroso quando utiliza o aparelho de vibrolipoaspiração em contraste com a força utilizada na lipoaspiração tradicional para a mesma penetração, o que define uma precisão excelente de penetração e sensibilidade do cirurgião em áreas de difícil abordagem como a região do umbigo. As áreas de fibrose são mais facilmente abordadas na vibrolipoaspiração pelo mecanismo de avanço e recuo da cânula. O sangramento quando utilizada a solução com epinefrina (Técnica Tumescente) provou ser igual à técnica tradicional de lipoaspiração. Novamente compara a vibrolipoaspiração a lipoaspiração ultrassônica, mostrando que a primeira traz as vantagens sem as desvantagens da segunda. Conclui o estudo sugerindo que a o aparelho é um refinamento na técnica de lipoaspiração.

 

ANÁLISE CRÍTICA


A tentativa de retirada de gordura localizada das mais variadas áreas do corpo vem sendo estudada há décadas, com observações iniciais datadas da década de 1920.


Na década de 1970 os avanços dos estudos culminaram com o desenvolvimento da técnica de lipoaspiração que consiste em retirada de gordura localizada no corpo, em última análise, células de gordura, através de uma Cânula Oca produzida em aço inoxidável com furação variada em sua extremidade distal. Tal dispositivo é conectado através de um adaptador a uma câmara de vácuo ou seringa para que se produza pressão negativa em seu interior. A introdução da cânula no tecido gorduroso irá determinar, através de movimentos repetidos de vai-e-vem realizados pelo cirurgião, o corte da gordura, sua penetração no interior da cânula pelos orifícios de sua extremidade distal e conseqüente exteriorização por pressão negativa - seringa ou bomba de vácuo. Tal procedimento tornou-se consagrado na prática médica e inúmeros simpósios e congressos foram realizados no início da década de 1980 para divulgação e aperfeiçoamento da técnica. Os fatores limitantes para o procedimento na época diziam respeito ao diâmetro das cânulas, que variavam entre 8 e 10mm e ao sangramento com formação de hematomas. Em meados da década de 1980 o cirurgião Joffery Klein revolucionou a técnica de lipoaspiração com a introdução da Técnica Tumescente - introdução no tecido gorduroso de solução salina com epinefrina e anestésico local (lidocaína)- o que determina uma "tumescência" da célula gordurosa causada pela solução salina, facilitando sua retirada sob anestesia local, não envolvendo o complicador da anestesia geral, baixo sangramento, efeito dado pela ação vasoconstrictora da epinefrina. Ainda, tal técnica permitiu a anestesia de áreas extensas sem o fator da toxicidade do anestésico, uma vez que o mesmo encontra-se diluído. Some-se a isso o fato de a epinefrina, por ser vasoconstritor, retardar a absorção do mesmo.


Aliado a isso houve o desenvolvimento tecnológico com surgimento de cânulas mais finas e melhor projetadas.
A partir daí, houve um salto gigantesco na evolução da lipoaspiração, a qual passou a ser considerada uma das cirurgias mais realizadas na prática da Cirurgia Plástica.


O avanço tecnológico determinou o surgimento da lipoaspiração Ultrassônica, que consiste da quebra da célula de gordura por energia ultra pulsada e sua conseqüente retirada do corpo por aspiração. Tal procedimento envolve a utilização de uma cânula com eletrodo de ultrassom em sua extremidade distal que conectada a uma máquina de energia ultra pulsada e introduzida no tecido gorduroso determina o rompimento das células de gordura e conseqüente retirada por pressão negativa através de orifício projetado no interior da cânula.
A busca de aperfeiçoamento na técnica tem sua explicação: ela reside no fato de a lipoaspiração tradicional envolver um mecanismo de força física do médico cirurgião - ele realiza o movimento de vai-e-vem na cânula, nas direções desejadas. Obviamente o movimento repetido inúmeras vezes provoca fadiga muscular no médico. Some-se a isso o fato de a ação da epinefrina ser rápida - cerca de 30 minutos - quando se fala em vasoconstricção; como um fator importante na qualidade de lipoaspiração é o sangramento diminuto, o tempo operatório passa a ser fator importante no procedimento. Ainda, como muitas cirurgias são realizadas sob anestesia local, e o anestésico também tem seu tempo de absorção, novamente o tempo cirúrgico passa a ser importante. Áreas de difícil acesso, decorrência da fibrose do tecido subcutâneo de tais regiões, são abordadas com dificuldade pela lipoaspiração tradicional exigindo maior esforço manual com imprecisão de abordagem local.


A pele apresenta um grau de contratura após a lipoaspiração, e quanto mais próxima da pele é realizado o procedimento, melhor a contratura e melhor o resultado.


Neste contexto a lipoaspiração ultrassônica foi um avanço, pois a cânula penetra com muita facilidade o tecido gorduroso, incluso em áreas de difícil acesso, proporciona uma precisão muito aurada de áreas abordadas, provoca pouco sangramento e produz boa retração de pele. Entretanto, fatores carcinogênicos relacionados ao ultrassom aliados a complicações de deformidade e irregularidade de áreas aspiradas, queimaduras de pele e curva de aprendizado muito extensa determinaram seu quase abandono na prática médica.


A partir de 1995 a evolução tecnológica trouxe um novo aliado à cirurgia da lipoaspiração.


A cânula de lipoaspiração realiza movimentos de vai e vem na lipoaspiração tradicional.


Conectando um motor a um dispositivo e este a uma cânula, desenvolveu-se a vibrolipoaspiração (Powred liposuction ou lipoaspiração assistida). Tal motor pode ter funcionamento a pressão de gás ou elétrico. O movimento do motor determina em última análise uma movimentação axial na cânula, pulsação numa freqüência de até 5000 ppm ou mais, dependendo do aparelho. O pulso determina um avanço-recuo da cânula de 4,0mm em média.


Em outras palavras, o aparelho faz a movimentação vai e vem tradicional da lipoaspiração em alta freqüência de pulsos, facilitando a penetração no tecido gorduroso. Assim, a cânula se movimenta mais precisamente e com maior sensibilidade tátil do cirurgião nas mais variadas áreas abordadas. A aspiração da gordura dá-se por meio usual similar a lipoaspiração tradicional, através de mangueira de silicone conectada a cânula e a bomba de vácuo (lipoaspirador).


Os artigos publicados e aqui analisados confirmam que a vibrolipoaspiração apresenta como vantagens sobre a lipoaspiração tradicional: menor tempo cirúrgico, maior facilidade de realização da cirurgia, maior quantidade de volume aspirado/minuto, menor fadiga do cirurgião, melhor aplicação em áreas de fibrose, melhor aplicação em reintervenções e lipoaspiração superficial, maior acesso a áreas difíceis, tais como região umbilical , epigástro e dorso, maior satisfação dos pacientes, menor incidência de dor no intra e pós-operatório para o paciente, menor incidência de edema e equimoses no pós-operatório. Como desvantagens em relação a lipoaspiração tradicional pode-se relacionar o desconforto causado na mão do cirurgião, componente da vibração transmitida, maior no aparelho de motor a gás e menor no aparato elétrico e custo do equipamento. A análise dos artigos apresentados também mostram que a vibrolipoaspiração apresenta as vantagens da Lipoaspiração Ultrassônica sem suas desvantagens. Ainda apresenta uma curva de aprendizado bastante curta e rápida.


Os refinamentos da lipoplastia incluem os avanços tecnológicos. Aqueles aparatos que trazem diminuição do tempo operatório, conseqüente menor sangramento pela ação temporal da epinefrina, menor dor e melhor recuperação ao paciente, maior conforto operatório para o médico e resultados superiores devem ser encarados realmente como avanços que se somam ao arsenal de tratamento na prática médica.


 

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